A poesia de Maria Quintans é parte da transgressão da normalidade percepcionada, da “apoplexia da ideia”, para o uso imoderado das palavras, procurando pelo caminho, nessa vertigem de iniciado, atingir o vórtice dessa “confusão mental e perda de consciência” que define a afecção cerebral, “fase terminal da desordem do medo. A poesia de Maria Quintans é exorcismo, desconstrução do universo, sobretudo o universo do interdito, do medo, do silêncio, da dor, da mágoa, da ausência, da lágrima, dos “sacrifícios de morte”, do assombramento… Por alguma razão os magníficos desenhos de João Concha acompanham o grito, a negro. “o paraíso é por ali. eu vou por aqui”. Inconciliável.
PVP – 9,90€ Categoria: Poesia Autor: Maria Quintans e João Concha Prefácio: Fernando Dacosta Comentário: Lauro António
A Papiro Editora abriu novas perspectivas a um conjunto de autores que procuram afirmar-se no panorama literário português e que não tiveram, ainda, oportunidade de publicar ou optaram por uma editora independente. Editando, assim, tanto escritores de renome como ainda desconhecidos do público em geral, a Papiro Editora permitiu que alguns títulos entrassem no mercado com assinalável sucesso.